MUTANTES

 
Alguma coisa acontece em meu coração,
cada vez que observo à minha volta a decadência da sociedade,
a queda do homem.
Há urgência em fugir, em se esconder, tapar os ouvidos,
os olhos e o coração, para não ouvir, ver ou sentir qualquer emoção.
Há urgencia em dizer não, fechar os vidros nos farois, fechar os olhos
embaixo do viaduto, trancar o coração em meio ao absurdo.
Paro em meio ao tumulto, a correria, ao barulho, às pessoas com pressa
esbarram em mim, mas não posso me mover.
Observo cada olhar, cada gesto e neste observar ouço gritos silenciosos
de dor e desesperança, de solidão…
Estes são os verdadeiros mutantes, rejeitados e esquecidos pela sociedade,
pelo governo, pelas igrejas, por mim e por você.
Mutantes sim, mas sem nenhum poder, sem visão, sem palavras,
sem expressão, sozinhos na multidão, entregues à sua propria sorte,
à sua mutilação.
Mutilação de seus sonhos, de sua alegria, de sua dor até a morte…
 
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