O NADA

Não é fácil descrever o nada,
antes de mais nada é preciso esvaziar-se, e pensar somente em nada.
Pensando em nada transportei-me até o início, não muito
mais profundo que o início era o princípio de tudo.
Me espantei ao perceber que o princípio de tudo era uma
imensidão de nada.
Não havia vegetação, nem animais, nem céu, nem terra ou mar.
Não havia você e eu, o firmamento, muito menos estrelas a brilhar,
Tudo que havia era uma concentração de nada,
uma ausência de quantidade, uma não existência, imutilidade.
Um vazio tomou conta de minha mente e do meu coração,
tudo perdeu a cor, e a beleza, quase me entristeci.
Lembrei-me de um homem parado na esquina
sem ter o que comer, onde morar, em  meio a multidão
no entnato sem nada, desprovido até mesmo de lágrimas.
Afastei minha mente novamente para o nada, o princípio e fui arremessada
ao início e percebi que nada era apenas um apelido para tudo,
porque as grandes coisas sempre surgiam do nada,
o universo, você, eu e o amor, todos surgimos de uma imensidão de nada,
Com um toque especial do Criador.
Descobri que tenho tudo nas mãos e não tenho nada,
E que o nada que eu queria ter, eu não tenho
e que este mesmo nada hoje é tudo,
e de tanto descrever o nada fiquei com a mente cheia de tudo
e o nada transformou-se em tudo, jamais regressarei
ao nada! E nada me afastará de tudo…
 
 
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